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Os sistemas de informação nos museus portugueses – o estado da arte a partir dos dados do Diagnóstico

 

O Grupo de Trabalho Sistemas de Informação em Museus da BAD procura pensar o Museu como um centro dinâmico de produção de conhecimento, ao assumir o objeto de museu como documento (Paul Otlet e Susanne Briët) e o acervo da instituição museológica, existente nas Reservas, Arquivo, Biblioteca ou Centro de Documentação como um todo unitário nas suas inter-relações informacionais.

Esta visão integradora do acervo do Museu implica um maior enfoque nas potencialidades informativas desse acervo, contribuindo assim, para uma mais eficiente gestão de toda a informação sobre património produzida em contexto museológico.

No âmbito deste Grupo de Trabalho, utiliza-se o conceito operatório de sistema de informação em museus (SIM) enquanto conjunto ordenado de elementos inter-relacionados que reúne, armazena, processa, faculta, informação considerada relevante para a missão e funcionamento da entidade museológica. Este sistema é centrado no acervo e na prática museológica. Entende-se aqui o acervo como um conceito abrangente que compreende todos os bens museológicos, independentemente da sua natureza ou suporte, incluindo espécimes bibliográficos e arquivísticos, existentes no museu ou que com ele possam ser inter-relacionados. Ao procurar a interoperabilidade com sistemas análogos, o SIM obedece às normas nacionais e internacionais no âmbito da museologia, arquivística e biblioteconomia, nas suas três vertentes essenciais: estrutura de dados, terminologia e procedimentos.

Todos os recursos de informação são importantes, sejam de cariz museológico biblioteconómico ou arquivístico, na medida em que todos, apesar dos seus pontos comuns ou das suas especificidades, geram conhecimento sobre as coleções e o património à guarda do museu.

Para esta visão integradora contribui não só o trabalho conjunto e pluridisciplinar dos profissionais de informação (museólogos, bibliotecários e arquivistas), mas também a construção de um eficiente sistema de informação que permita gerir a quantidade e a diversidade de informação que atualmente é produzida nas instituições museológicas, integrado na planificação e programação museológica de cada instituição com normas e procedimentos definidos no âmbito do processo de documentação, entre outros aspetos.

Os profissionais entenderam a natureza polissémica do objeto enquanto portador de informação e a necessidade de compilar elementos sobre a sua história e enquadramento antes e depois de ingressar em contexto museológico. Influenciados pelo rápido desenvolvimento das tecnologias aplicadas ao património, os sistemas de documentação evoluíram para sistemas de informação capazes de estabelecer relações entre objetos do acervo museológico e entre este e outros acervos existentes no museu, enriquecendo a informação disponibilizada, a interpretação e o conhecimento que é partilhado.

Numa sociedade em permanente transformação, com incidência a nível cultural e, em particular, no sector dos museus, as questões relacionadas com a gestão da informação dos acervos têm vindo a mobilizar crescente interesse, participação e debate não só entre os profissionais dos museus, mas também da comunidade académica.

O contexto de globalização dos meios de informação e comunicação tem levado a instituição museu à necessária reavaliação e à adoção de novas estratégias no sentido de dar resposta às exigências que vão sendo colocadas de forma a manter a sua relevância perante objetivos e necessidades em constante mudança.

É neste cenário que o GT-SIM promove em 2016 o estudo Diagnóstico aos sistemas de informação nos museus portugueses com o objetivo de dar a conhecer as principais caraterísticas dos museus no que diz respeito às áreas de gestão da informação dos seus vários tipos de bens patrimoniais, procurando contribuir tanto para o desenho de um quadro global da realidade existente em Portugal, como para a reflexão e discussão sobre a importância que estas questões assumem no quotidiano dos museus.

Os dados resultam da aplicação de um inquérito por questionário em plataforma especializada online dirigido a uma amostra do universo museológico nacional, tendo-se recolhido um total de 222 respostas. Nesse sentido, procura-se nesta comunicação avançar tanto alguns dos resultados gerais do referido Diagnóstico como apresentar outros que permitam caraterizar os museus que possuem vários acervos, que recursos mobilizam e que instrumentos e ferramentas utilizam para a sua gestão.

Coordenador do Diagnóstico SIM: Jorge Santos

Equipa: Conceição Serôdio, Fernanda Ferreira, Maria Manuel Velasquez; Margarida Dias da Silva e Patrícia Costa

Informação sobre o Diagnóstico SIM:

https://www.bad.pt/noticia/2017/03/13/apresentacao-dos-resultados-do-diagnostico-aos-sistemas-de-informacao-nos-museus-portugueses/

https://www.bad.pt/noticia/2017/05/18/publicacao-dos-resultados-do-diagnostico-aos-sistemas-de-informacao-nos-museus-portugueses/

Relatório do Diagnóstico SIM:

https://www.bad.pt/noticia/wp-content/uploads/2017/06/GTSIM_DSIM_Relat%C3%B3rioFinal.pdf

Atividade do Grupo de Trabalho Sistemas de Informação em Museus:

https://www.bad.pt/noticia/category/informacaomuseus/

 

 

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Conceição Serôdio

Grupo de Trabalho Sistemas de Informação em Museus - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.

Conta já com 27 anos ao serviço das Bibliotecas, Arquivos e Museus na Câmara Municipal de Loures. Responsável pela gestão do acervo documental do Museu de Cerâmica de Sacavém. Integra a equipa de investigação, produção, comunicação e divulgação das exposições e de património Industrial no Museu, e publica textos em catálogo e apresentações públicas sobre o acervo documental do Museu. Comissária da exposição Fábrica Móveis Olaio, 2015-2016 e coordenadora da edição em 2017 do livro Móveis Olaio. Coautora do projeto e realizações do Encontro Nacional de Centros de Documentação de Museus promovido pela Câmara Municipal de Loures.

Mentora do Grupo de Trabalho Sistemas de Informação em Museus da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e cocoordenadora desde 2012.

Membro da Direção da APAI – Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial desde 2015.

Licenciada em Filosofia, variante Filosofia da Cultura, pela Faculdade de Letras de Lisboa.

Pós-graduação em Ciências Documentais – Biblioteca e Documentação, pela Universidade Autónoma de Lisboa.

Pós-graduação em Gestão e Empreendedorismo Cultural e Criativo, pelo INDEG / ISCTE.

Sócio das Associações Portuguesas BAD, APAI, Acesso Cultura, e do ICOM Internacional.

 

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Fernanda Ferreira

Mestrado em Arquivos, Bibliotecas e Ciência da Informação, pela Universidade de Évora (2009). Curso de Especialização de Ciências Documentais, variante Biblioteca, pela Universidade Autónoma de Lisboa (2000) e Licenciatura em História pela Universidade Autónoma de Lisboa (1997).

Integra a equipa técnica e científica do Ecomuseu Municipal do Seixal (EMS), desde 1999, com participação em vários projetos de investigação e difusão relacionados com o estudo e inventário de fundos documentais e o apoio em ações e projetos de preservação, digitalização e divulgação de conteúdos.

Desempenha funções como coordenadora no Centro de Documentação e Informação do Ecomuseu Municipal do Seixal, e é também responsável pela gestão e manutenção do Sistema de Documentação e Informação do EMS.

Integra a equipa de coordenação do Grupo de Trabalho de Sistemas de Informação em Museus da APBAD, desde 2012 e faz parte dos orgãos diretivos desta Associação (2017-2019). 

É membro do ICOM (International Council of Museus) e do Comité Internacional para a Documentação (CIDOC) do ICOM.

 

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