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Ao Encontro dos nossos oradores - M02 - Teresa Campos

documentado por encontrosdocumentais, em 06.02.18

Inventário do Património Cultural Móvel: principios, metodologias e boas práticas

Esta comunicação tem como objetivo principal a análise da importância fundamental da qualidade da inventariação e documentação do acervo dos museus na gestão e salvaguarda do Património Cultural.

Mais do que contabilizar o quantitativo de um acervo, o Inventário constitui condição indispensável no processo de documentação, gestão, partilha e recuperação da informação, consolidando-se como um instrumento transversal de aprofundamento das tarefas museológicas.

A falta de metodologia e normalização, bem como a pouca persistência na sua aplicação são obstáculos à concretização dos objetivos de um inventário. Como fatores essenciais do sucesso apontamos a normalização da metodologia, as regras de registo da informação e o progresso reflexivo das linguagens documentais.A equação das necessidades reais, e a sua posterior efetivação, tem como resultado contribuições muito eficazes na realização das tarefas quotidianas e rotineiras. Assim, a produção orgânica e automática de documentação deverá ser alvo de uma implementação sistemática que atuará inevitavelmente como instrumento normalizador. Por outro lado, devemos considerar que todo o processo de inventariação deve ser entendido como uma estrutura aberta e a informação produzida deve ser alvo de mecanismos de controlo que regularmente farão a validação de preceitos comuns, a sua avaliação e/ou (re)adaptação a necessidades especiais.

Como tenho tido oportunidade de afirmar publicamente, é ineficaz a utilização de uma ficha modelo, é ineficaz a aplicação de novas tecnologias e até de sistemas informáticos de grande qualidade concebidos para o efeito, se houver falta de consenso o que conduzirá à produção de informação não uniforme, dispersa, perdida, com acesso vedado ou de partilha muito difícil.Perante a heterogeneidade facilmente se instaura o espírito de desagregação, não permitindo uma correta gestão da informação e subsequentemente a construção da memória e a sua preservação.

 

Os Museus, enquanto polos de conhecimento e divulgação, encontram portanto no inventário o instrumento primacial de partilha de informação e preservação das suas coleções.

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Teresa Campos foi Assessora do Museu Nacional do Azulejo de 1987 a 2007, onde desempenhou funções no inventário e gestão do acervo museológico e bibliográfico, na organização de exposições, nacionais e internacionais e na divulgação da instituição. Entre 2008 e 2012 integrou o Departamento de Património Imaterial do Instituto dos Museus e da Conservação, I.P e o Departamento de Património Imóvel, Móvel e Imaterial da Direção-Geral do Património Cultural onde desenvolveu dos sistemas de informação MatrizPix, Matriz 3.0 e MatrizNet. Participou em grupos de trabalho e projetos de âmbito internacional na área da digitalização de conteúdos culturais. É autora de diversos artigos e monografias na área da História de Arte e da Documentação, bem como da normalização de Inventários. Tem realizado inúmeras comunicações e ações de formação na área da informatização dos inventários nos museus e da normalização de terminologias. É desde 2014 a coordenadora/formadora do Curso do Inventário do Património Cultural Móvel da Rede Portuguesa de Museus. Em 2016 concebeu, desenvolveu e implementou o novo Matrizweb com especial relevo na sua aplicação na Plataforma online dos Museus da Madeira.

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